Índio anda nu?



Introdução

A realidade indígena nos dias atuais é bem diferente do passado, da mesma forma que os tataranetos dos portugueses que chegaram com suas caravelas nesse solo não se vestem hoje da mesma maneira que seus avós. Nós povos indígenas possuimos vestimentas tradicionais próprias e grafismos com os quais fazemos pinturas corporais, mas nossa nudez ou não nudez, não define ser indígena ou não indígena. Toda cultura é dinâmica, está sempre em constante movimento, mudando e se adaptando dentre os séculos.

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57 Comentários

  1. Yari -  

    Com certeza um povo que perde sua lingua e sua cultura perde tudo e vira escravo da cultura dominante. A cultura ocidental deveria tomar exemplo da cultura primitiva dos indios e nao o contrario. Relogio, tenis de marca, boné sao simbolos estupidos da cultura capitalista que quer todo mundo igual. Indio nao precisa de roupa simplesmente porquè o clima permite nao usar. Indio nao va ao supermercado porquè tem a floresta para caçar e o rio para pescar. A partir do momento que o indio passa a viver como qualquer branco da cidade perde sua identidade sim.

    11, outubro 2011, 9:59pm  -  Responder →
    • Iuri -  

      Yari, primeiro, os índios que têm floresta para caçar são 0,1%, a maioria precisa de supermercado por causa do desmatamento. Segundo, roupa, relógio e boné não são exclusividade de nenhuma cultura, e se por causa do clima não há necessidade de se usar roupa, não as use você, e veja o que acontecerá! Terceiro, existem culturaS indígenas (muitas!), então cada cultura tem uma necessidade. Outra coisa, quem é você pra dizer que alguém perde a identidade? Não seja arrogante. É a mesma coisa de dizer que alguém deixa de ser atleticano por vestir roupa azul. Cada um sabe a sua identidade, e não são simples roupas e relógios que a tiram. Eu sei que eu nunca vou deixar de ser atleticano, mesmo que me obriguem a vestir uma camisa do cruzeiro.

      12, outubro 2011, 10:52pm  -  Responder →
    • Aracy Tupinamb&aacut -  

      Yari, obrigada por partilhar conosco sua opinião. É importante para refletirmos sobre muitas questões.

      Uma frase bastante popular diz : “Posso ser o que você é sem deixar de ser o que sou”. Sabemos do forte processo de hegemonia pelo qual todos nos passamos diariamente em todo o mundo. É curioso pensar que o japonês, o africano, o italiano dentre outros, não deixam de ser quem são por consumir roupas ou tecnologias de outras culturas, sejam elas de uma grande indústria do sistema capitalista ou não. Por que para muitas pessoas seriamos diferentes? Muitas vezes vistos como aqueles que deveriam ser “intocáveis” e sempre permanecer como na época do nascimento do Brasil ou anterior a chegada dos portugueses. A cultura é viva da mesma forma que folhas de uma árvore estão vivas e mudam conforme estações do ano, assim também é a cultura, ela sempre se adapta as novas necessidades que mudam através dos contextos históricos por nos vividos. A internet por exemplo, por quem ela foi

      criada? Você ou eu deixamos de ser quem somos por usar essa ferramenta? Ela começou a ser desenvolvida na década de 60, com outros objetivos diferentes dos quais hoje utilizamos. Florestas para caçar e rios para pescar? Hoje muitos territórios

      indígenas sofrem por falta de tais recursos, empresas hidrelétricas dentre outras acabam muitas vezes poluindo rios e alterando a flora e fauna de algumas regiões. O resultado desse modelo predatório que

      alguns chamam de desenvolvimento econômico, todos nos sabemos. Falta pesca, falta caça e o desmatamento cresce, logo são impostos outros

      caminhos para as comunidades locais e necessidade de adaptação para sobrevivência. Hoje enfrentamos os mais diversos tipos de problemas dentro das aldeias por conta de todas as mudanças sofridas e impostas

      com o passar do tempo. Um exemplo é o que ocorre em algumas aldeias em Dourados, crianças indígenas, com menos de três anos de idade abaixo do peso por causa da desnutrição. Existe lugares que é tão difícil ter

      acesso ate mesmo à alimentação que preciso ajuda de cestas básicas e muitos territórios ainda não demarcados. Existem comunidades na beira de estradas, famílias inteiras sem ter para onde ir e passando os mais diversos tipos de dificuldades. Tudo isso muda as necessidades de um povo. É preciso compreender que é impossível viver como antes da

      chegada dos portugueses, não apenas porque a cultura é viva, mas principalmente porque o solo em que estamos já não é mais o mesmo, estamos dentro de outro contexto histórico.Muitos de nos não foram viver nas cidades, cidades que passaram a ser

      construídas dentro de antigas aldeias. Hoje muitos povos passam por um processo de resgate cultural e também da língua. Lutamos para manter nossos rituais e tradições, mas acima de tudo para que aqueles

      que não conhecem nossa realidade hoje compreendam como vivemos e que o

      próprio discurso de que índio deixa de ser índio foi implantado no sistema educacional, não por acaso, mas como também um discurso dominante e ultrapassado para silenciar vozes e impor uma outra

      sociedade, educando de maneira errônea para muitos passarem a negar sua verdadeira identidade. Não é estar nu ou vestido que diz quem somos da mesma forma que qualquer outro ser humano não é sua vestimenta.

      14, outubro 2011, 11:06am  -  Responder →
    • Rute -  

      Muitos indios acredito que já perdeu.

      10, outubro 2012, 1:24pm  -  Responder →
    • Aline Viana -  

      Yari, se o homem branco pode mudar o seu modo de viver, por que o índio não pode? Então o brasileiro que usa roupa importada não é mais brasileiro? Nós seres humanos temos liberdade de vivermos como acharmos melhor. O indígena que anda vestido e vive na cidade não é menos índio do que o que anda nu na floresta. Cada um deve guardar a sua história e a sua identidade e ser livre para viver, sonhar, crescer, alcançar e mudar quando quiser.

      19, abril 2013, 8:44pm  -  Responder →
  2. marineide(karu&ecirc -  

    O que o povo precisa é se concientizar,ler mais,procurar ter sabedoria para não sair falando bobagens por ai. As vezes eu passo por luta com o pessoal da escola,voce imagina né,no prédio onde eu moro, jogo futebol com os meninos,dirijo carro,moto e eles perguntão:nossa índio agora sabe tudo né,onde vc aprendeu! para mim é uma pergunta absurda,sou gente,tenho folego de vida como eles,também tenho vontade própria e capacidade para conviver com pessoas de cultura diferente.Bjs

    12, outubro 2011, 9:14am  -  Responder →
  3. Professor Alan Nante -  

    Primeiramente parabén pela iniciativa pois achei muito interessante enquanto educador esta idéia. Acho que deveriam convidar a comunidade indigea do Marçal de Souza em Campo Grande – MS por serem a maior tribo indigena em espaço urbano. Mesmo assim, farei uma breve replica da identidade tendo em vista a propria comuniodade aqui citada. Hoje o indio se veste não por que sua cultura evolui conforme foi exposto no texto, mas sim pela acomodação cultural do homem branco. Alias, desde a invasão pelos Portugueses em terras brasileiras é que os mesmo trocavam vestes pelo trabalho troca de produtos que eram extraidos de nosso pais para enviarem a Europa. Ou seja, isto vem perdurando a longo séculos e fez com que o indios fossem perdendo esta naturalidade do nu que antes havia sim. então dou como sugestão aos que estão produzindo o site, dar mais cientificidade as afirmações e não ficar na "opiniao prorpia" como no texto que me parece ter sido escrito na 1º pessoa do plural denotando esta sensação. O que caracteriza uma cultura? Tudo aquilo que rodeia o individuo no espaço, e isto inclui também as vestes. O cangaceiro, o sulista são "facilmente" identificados pelas suas vestes pois caracterizam sua cultura. Só para finalizar a comunidade Marçal de Souza na cidade referida,, sofre e muito com sua comunidade mais jovem pois estão a cada dia mais perdendo sua identidade por causa do convivio direto com a cultura que não lhes pertence. isto tem sido combatido com ações que vao desde palestras a aulas na escola com a lingua propria, porem não estao conseguindo fazer o embate a altura frente o que esta exposto para estes jovens – internet, celular, pagode, funk e outros…

    Abraços aos idealizadores e ficam as dicas.

    12, outubro 2011, 11:11am  -  Responder →
    • Marina -  

      Olá Professor, eu conheço alguns parentes da aldeia! Tenho a intenção sim, de fazer algum trabalho para ser divulgado no nosso portal sobre a Marçal de Souza. Muito obrigada pela dica. Caso queria também mandar algum trabalho a respeito, vamos estar divulgando e disseminando a historia dos índios urbanos.

      Um grande abraço

      20, novembro 2011, 2:09pm  -  Responder →
  4. Fernando Fernandes N -  

    Discordo do seu ponto de vista Yari, pois o nosso mundo é cercado de diversas "teias", cada "teia" tem suas representações, significados e seu modo de pensar… os indígenas podem mudar sim, sem que mude a base de sua "teia", a sua essência. as resignificações que ocorrem em nossas "teias" podem e devem ocorrer em qualquer outra, mas a essência nunca vai mudar. Assim como ocorre quando um sujeito sai do interior para os grandes centros em busca de "oportunidade", "conhecimento", por mais que ele mude externamente, ou mesmo seu modo de pensar sobre determinadas coisas, a essência dele nunca irá mudar.

    Te pergunto: Se vc passasse a morar em uma aldeia, aprender a falar outra língua, aprender sobre a cultura, etc, você iria deixar de ser branca/parda/negra?

    13, outubro 2011, 7:21pm  -  Responder →
  5. Paula -  

    Olá Renata!

    O que dizer depois dessa sua posição? Falastes o que muitos precisam ouvir, conhecer… A educação muitas vezes bestifica nossas crianças… Vamos, de alguma forma fazer essas ideias chegar aos pais, aos amigos… não deixemos que a escola imponha uma cultura dominante…

    14, outubro 2011, 10:27am  -  Responder →
  6. Ana Benícia -  

    Sem dúvida, os limites culturais entre os índios e a sociedade tem se transformado bastante, principalmente, através do acesso à educação, a qual torna possível o fortalecimento de suas tradições.

    Trabalho na Coordenação Regional de Palmas,e ao longo desses anos em defesa da causa indígena, observo o quanto eles tem lutado para não perder sua identidade cultural. É gratificante vivenciar essa constante busca de preservação e divulgação de seus valores culturais.

    Prova disso, é este canal de interação entre os indíos e a sociedade, o qual vem contribuir de forma inovadora e significativa para a mostra do pensar e saber indígena.

    Sua identidade não passa somente pela forma de vestir, mas, sim por todas as impressões decorrentes de sua cultura.

    15, outubro 2011, 3:38pm  -  Responder →
  7. Maitê Azevedo -  

    O mínimo que deveríamos ter para com os povos originários é respeito e reverência. Invadimos, dizimamos, fizemos adoecer, negamos, não quisemos aprender nada da maneira de viver e agora queremos dar explicação. Pelo amor de Deus, vamos deixar este site que promete ser massa, nas mãos dos povos indígenas, que claro, não é porque estão de roupa e relógio o deixaram de ser.

    16, outubro 2011, 10:26pm  -  Responder →
  8. Regina Kuiaiu Yawala -  

    Será que deixei de ser indígena a partir do momento que vestir uma roupa? Quando entrei numa faculdade, eu deixei de ser uma indígena?

    19, outubro 2011, 9:33am  -  Responder →
  9. Marcos Maksyhung Mac -  

    Parabens pelo texto, tem gente hoje que pensa que so pq adamos bem vestidos que deixamos de ser indio. e o pior de tudo isso e ser discriminado por usar roupas inadequadar pra gente.

    21, outubro 2011, 8:57am  -  Responder →
  10. Ricardo Rodrigues -  

    Só uma sugestão estética aos organizadores do site. O site está de parabéns! muito criativo e realmente educativo também. Só sugiro uma mudança neste campo de leitura. Esse contrate de luz branca com a cor clara do texto tira um pouco a concentração durante a leitura. Talvez sem esses feiches de luz ao fundo facilite a visão do leitor. O site é novo e sei que vem crescendo. Parabéns!

    24, outubro 2011, 3:52pm  -  Responder →
  11. Iris Kaingang -  

    Existe uma palavra chave e que ninguém quer tocar pois pega profundamente num dos maiores ícones de colonização existente hoje em dia que chamam-se os Estados-Nações e as Igrejas de cunho cristão (evangélicas, católicas e suas derivações). Por isso a corrida brutal para colonializar os povos (re)existentes ainda nesse território que porcamente chamam de Brasil. Para se constituir mataram e continuam matando milhares de povos indígenas e impondo uma educação colonial em todos os campos e sentidos da vida. Portanto, existe uma palavra em voga que é a "descolonização" ela implica questionar até mesmo essa educação colonial que é imposta a ferro e a fogo. Se quisermos (re)existir temos que tocar justamente nessas feridas e já sabemos que quem toca não recebe apoio de jeito nenhum muito pelo contrário é uma pedra no sapato algo que tem que ser banido a qualquer custo. Portanto temos que nos apropriar da modernidade colonial e descolonializar as nossas vidas com as tecnologias existentes. Então temos que descolonializar em termos religiosos, morais, estéticos, sexuais enfim em todos os sentidos da vida e se for para andarmos nus em pleno centro "(in)civilizatório" que andemos pois essa foi mais uma forma de colonização dos corpos que continua a existir e meche profundamente com os interesses de quem está usurfruindo lá onde o sangue indígena virou ouro, portanto, nos centros de poder seus patrocinadores como os Estados e as Igrejas. O maior medo dessa gente é enxergar que onde eles pisam houve e há muita perversidade em suas próprias ações colonizadoras pois isso essa inversão dos discursos e do olhar para cima dos povos indígenas.

    25, outubro 2011, 9:13am  -  Responder →
    • Aracy Tupinamb&aacut -  

      Querida Iris Kaingang,
      seu comentário é muito pertinente e tem muito a acrescentar.
      Seria muito bom podermos contar com sua colaborção.
      Você gostaria colaborar com algum contéudo sobre o tema?

      26, outubro 2011, 6:21pm  -  Responder →
    • Aracy Tupinamb&aacut -  

      Querida Iris Kaingang,
      seu comentário é muito pertinente e tem muito a acrescentar.
      Seria muito bom podermos contar com sua colaborção.
      Você gostaria colaborar com algum conteúdo sobre o tema?

      26, outubro 2011, 6:22pm  -  Responder →
    • Aracy Tupinamb&aacut -  

      Querida Iris Kaingang,

      seu comentário é muito pertinente e tem muito a acrescentar.

      Seria muito bom podermos contar com sua colaboração.

      Você gostaria de colaborar com algum conteúdo sobre o tema?

      26, outubro 2011, 6:23pm  -  Responder →
  12. Carla Cristina -  

    Parabéns pela iniciativa. Espero que o site assim como os "debates" acima, venham acabar com certos clichês. Toda cultura é viva, toda lingua é viva. Historia é berço, é cultura, mas não pode servir de argumento para culpar brancos e vitimizar vermelhos.

    Mais uma vêz, parabéns e espero que o site mantenha um nivel capaz de atrair pessoas dispostas a enxergar a realidade.

    26, outubro 2011, 2:20am  -  Responder →
  13. reginaldo -  

    é isso mesmo ser indio e estar em qualque lugar ou na aldeia ou no palacio do planalto. o sanque e o mesmo o resto nao importa!!

    23, janeiro 2012, 2:32pm  -  Responder →
    • Sabrynna -  

      Reginaldo o importante é que sejamos respeitados e reconhecidos, independente de qualquer etnia ou lugar em que se habite!

      24, janeiro 2012, 9:39am  -  Responder →
  14. Filipe Santos -  

    Onde os índios andam nus (Xingu, etc), como fazer sua etiqueta? Todo mundo pode ver tudo ou têm tabus?

    10, fevereiro 2012, 10:23pm  -  Responder →
    • Sabrynna -  

      Caro Filipe,
      posso te falar da minha região (NORTE), onde os índios Yanomamis andam vestidos apenas com uma tanga pequena (homens ou mulheres), feitas de algodão ou miçangas. E todos se respeitam, sem tabus, onde mulheres andam com seios a mostra sem a preocupação de encontrar alguma pessoa que faça brincadeiras sem graça! É normal pra eles, assim como é normal pra você usar uma camisa com manga ou sem manga!

      23, fevereiro 2012, 12:55pm  -  Responder →
  15. Nhenety Kariri-Xoco -  

    No passado o índio vestia segundo sua cultura, os povos indigenas tem culturas diversa, existia tribos que ussavam tangas de penas, outros panos de algodão, fibras de caroá, palhas de ouricuri, couro de animais e outros andavam nus. Hoje os indigenas andam segundo seu grau de contato com a civilização e condições economicas de comprar ou fabricar tal vestimenta. Outra coisa o clima molda uma cultura, em regiões quentes ussam poucas roupas, em locais frios a tendencia é ussar alguma proteção ao corpo. O fator discriminatório também contribui para que o indio mude seus hábitos, no tempo das Missões muitos indigenas tiveram que mudar seus modos de vestir, comer, fazer rituais.

    23, fevereiro 2012, 12:23pm  -  Responder →
    • Sabrynna -  

      Concordo plenamente!
      E sei que esse pedaço de pano que cobre nossa nudez, não é capaz de cobrir nosso caráter e personalidade. Uma vez indígena, sempre indígena! DEUS salve a nossa nação!

      23, fevereiro 2012, 12:47pm  -  Responder →
      • Filipe Santos -  

        Obrigado pelas suas respostas. Assim, em algumas regiões os rapazes podem ficar nus sem sunga? Devem cobrir para as mulheres?

        24, fevereiro 2012, 4:36pm  -  Responder →
        • Sebastian -  

          Filipe:
          Vc tem que olhar o ponto de outra forma…
          Quando um homem escoceses usa saia nao quer dizer que quer ser uma mulher… Quando uma mulher usa calça não quer dizer que quer ser homem… Cada povo tem sua cultura, sua visão… Você pode se permitir ver as coisas de outra forma… Nenhum indígena usava sunga de plástico antes de 1800… Ninguém usava celular antes de 1980… Nos lugares quentes se veste menos “roupa”…Nos lugares frios mais “roupa”… Cada cultura tem seus estilos ou “tradições”… Veja as coisas desde outros ângulos!

          06, março 2012, 3:27pm  -  Responder →
          • Sabrynna -  

            Boa Sebas!!!!!

            06, março 2012, 5:07pm  -  
  16. Ivina Carla -  

    Que bacana, esse novo link. Tô achando ótimo e um conteúdo super atrativo! Um abraço

    23, março 2012, 11:40pm  -  Responder →
  17. Dr. Toivo Willmann -  

    Prezados “mehim”:

    (Tenho fortes laços, até familiares, com a Tribo Krahô no TO: “mehim” significa índio na lingua Krahô).

    Eu sei, que Vocês estão com o “saco cheio” do comentário do Homem Branco (“Kupem” em Krahô), que o indio tenha que andar pelado. Mesmo assim: eu insisto.

    Casei na tribo. Por protesto, vendo os indios de bermudas e blusa e com chinelos, andei, quando visitavamos a aldeia, apenas descalço e com o tanga tradicional dos indios Krahõ e Canela, que tampa o pinto, mas deixa a bunda inteira fora. Os indios achavam equisito, mas aceitaram. Um dia, meu vice-sogro Aleixo, de nada menos, que 113 anos, quando faleceu, me disse: “Eu não usava isso, andava pelado por completo, quando jovem.” Fiz o mesmo e tirei tudo. Os indios continuavam aceitando (a FUNAI morria de raiva do branco indecente).
    Ia com um velho de caça. Longe da aldeia confissou: “Eu tambem gosto, mas na aldeia não ouso.” Ele tambem tirou toda sua roupa, quardando sua bermuda na sua cestinha de caça. A marcha pela floresta foi de uns 20 km. Eu, nu, descalço, apenas protegido por repelente conta pernilongo, e, em absoluto, como “criança da cidade”, não acostumado a isso, descubri, que prático na realidade é. Apenas sem roupa nenhuma dá para aguentar a calor e o suor. Nu é mais facil atravessar rios. Pes e pele, mesmo desprotegidos, não machucam: é como se a gente ganhasse pares adicioinais de olhos, nos pes e nas costas, se sente a espinha vegetal muito antes que fure.
    Outros dias fui assim mesmo nu com eles às plantações, a trabalhar, com o mesmo resultado: nu no mato é prático de mais.
    Por que não bermudinha na cintura ? Ali, onde a gente mais sua !

    Agora o absurdo: enquanto o Homem Branco fica cada dia mais pelado, criando novos campos nudistas, o índio, que conhece a vida natureza melhor, que qualquer outro, fica cada dia mais vestido.
    Resultados: mulheres, que antes andavam com os peitos por fora, agora usam blusa o sutiã e preferem adoecer de mastite. Precisam agora de dinheiro, para comprar roupa e detergente, o qual causa novas dependedencias do Mundo Mranco. Quando lavam roupa, poluem, com seus detergentes, os rios.

    Não apenas na cidade, até nas aldeias, sem necessidade alguma, apenas por puxar o saco do Homem Branco o indio usa roupa e sente vergonha sem ela. Por quê ? Quem disser, que isso está na Bíblia, não conhece bem as Santas Escrituras (mas isso ja é outro tema).

    Nenhum dos indios hoje dá conta andar descalço, senão morre de dor sem “Hawaianas”. Eu, Branco legitimo, sempre ando descalço, até às vezes na fábrica, onde trabalho. Ja fiz isso antes de casar-me com uma índia. Entro assim no tribunal da justiça e não passa nada !!! Estou no Brasil desde 1998. O povo me olha: eu sempre descalço e na rua da cidade não pelado, mas sempre sem camisa. Ja me aceitou, mesmo, que acha, que me faltem uns parafusos.

    De que Vocês “mehim” têm medo, para ter abandonado a nudez, que, pelo menos no mato e na aldeia, é produto da evolução natural e não indecência?
    É simplesmente o mais pratico !!! Lembrem-se, que faz dezenas de milhares de ano, os antepassados dos índios, tribos mongois, que invadiram o continente americano, pela “Estrada de Bering”, no Norte do continente, ainda andavam muito vestidos.

    Para que tampar petinhos e genitais, se o indio sabe respeitara mulher, mesmo quando nua ?

    Atenciosamente;

    Dr. Toivo Willmann

    27, março 2012, 9:21am  -  Responder →
    • Aracy Tupinambá -  

      Boa tarde! Muito obrigada pelo comentário e por compartilhar seu pensamento Sr. Willmann.

      Gostaria de fazer um comentário sobre o fato de 1500 até 2012, muitos continuam observando nossos povos como objetos do Novo mundo e da nação brasileira. Não somos objetos para vivermos da forma que outros pensam que temos que viver ou que é melhor viver. Penso que cada ser humano faz escolhas, porque tem o direito de fazer escolhas e cada um o direito de respeitar ainda que pense ou viva de forma diferente. Você fez algumas perguntas interessantes como :”sem necessidade alguma, apenas por puxar o saco do Homem Branco o índio usa roupa e sente vergonha sem ela. Por quê ?”

      Eu tenho uma pergunta também: Por que quando estamos de roupa, vocês querem ver nossa nudez e sempre buscam o ”exótico” da nossa cultura, mas não conseguem no silêncio de um olhar sentir nossos espíritos e toda força da nossa cultura? Por que olham tanto para o externo e tão pouco para o interno de cada um? De que vale nudez, quando o que te faz o que é, é o que está dentro de você? Na minha cultura aprendi que você conhece uma pessoa pelo espírito e elemento da natureza que a acompanha e pela forma que ela olha o mundo, essa pessoa pode usar roupa ou não usar roupa, continua tendo o mesmo espírito, continua tendo o mesmo nome, mesma idade e mesma visão do mundo. Vestir roupa muda seu nome? Ficar nu muda seu nome ou quem você é?

      Quando um parente tem vergonha de algo, saiba que essa vergonha surgiu através de muito sofrimento. Tudo que foi imposto pela outra sociedade, surgiu de lágrimas. Por isso quando o homem não indígena olha algo e julga de alguma forma, ele deve lembrar dessas lágrimas. Em cada região do país e comunidade existe uma realidade e em cada povo também. Não se podem fazer generalizações do modo que algumas comunidades adotam para viver baseadas em nossas opiniões pessoais e muitas vezes romantizadas sobre a forma de viver de um determinado povo.

      Ta ne mongaraíb Tupã!

      27, março 2012, 4:11pm  -  Responder →
  18. B.Viegas -  

    Muitas vezes tenho dificuldades em explicar aos 6ºs anos que indio,negro e branco somos nós o resultado dessa mistura perfeita da qual formou-se nossa nacionalidade.
    Essas conversas todas entre pessoas com sobrenomes
    indigenas e frases na lingua me deu uma idéia.
    Vou trabalhar esses textos todos com eles num pequeno projeto porém, preciso de material em vídeos,mostrando aldeias,costumes,trabalhos, estudos.
    Sei de indios professores, antropologos,pilotos que falam muito bem sua lingua e até de outras nações bem como o português.Numa ousadia grande vou perguntar?
    Teria como agendar uma visita?
    Ou pelos menos mandar vídeos?
    Objetivos vocês já sabem.
    Obrigada.

    29, março 2012, 1:43pm  -  Responder →
    • Aracy Tupinambá -  

      Podemos organizar algumas coisas. Você precisaria de videos? de longa duração ou curta? de que maneira poderiamos estar enviando ?

      31, março 2012, 11:40am  -  Responder →
  19. Dr. Toivo Willmann -  

    Obrigado, Aracy Tupinamba:

    Tive contato com o modo de viver silvícola. Eu experimentei e adorei. Se não tivesse compromissos financeiros no Mundo Branco (pensão alimentícia a pagar), teria ficado para sempre, para o resto da minha vida. Mas teria ficado nu, como meu vice-sogro, quando jovem, pois adorei tambem.
    Eu me pergunto, porque alguem pode largar um costume tão legal: nudez sem segundas intenções e sem doutrinas absurdas, como nas comunidades naturistas.
    Ao final, tem apenas 2 problemas, que ameaçam o estilo de vida tradicional:
    - fome: por caça e pesca muito pobre e por sobrepovoação, todo causado por roubos de terra indígena (as reservas, que ficam são uma piada cruel!!!),
    - problemas de saude, por doenças novas e importadas e pela aniquilação dos pajes tradicionais (parabens, eram muito competentes) e sua arte, que mantinha autosuficiência indígena.

    Atentamente:

    Toivo

    29, março 2012, 1:56pm  -  Responder →
    • Aracy Tupinambá -  

      Penso que o importante é que a sociedade tenha consciência que cultura não é inerte, ela é viva como sementes em um solo fértil que se adapta sempre ao ambiente dentre os anos. Contextos históricos influenciam. Algumas tradições mudam outras ficam cada vez mais fortes. Vivemos em um mundo de muitos constrastes. O importante é o respeito as diferenças, independente de nossas opiniões pessoais e a compreensão que uma árvore pode mudar com os anos mas a fonte da sua raíz sempre vai ser a mesma. Não apenas os Povos Indígenas passam por essas mudanças. A historia de toda humanidade é composta por essas transformações. Obrigada por compartilhar conosco Sr. Willmann. Opoanhuban!

      30, março 2012, 9:18am  -  Responder →
  20. Dr. Toivo Willmann -  

    Querido Amigo Aracy Tupinamba:

    Eu não quero seduzir Você, voltar a um costume, que Você hoje, em dia, detesta.
    Só, que eu vejo, que essas mudanças são fruto de uma alma doente: a maioria dos indios, que eu conheço, mesmo que continuem dançando e pintando-se nas festas, SENTE VERGONHA DE SER INDIO y não tem a mais remota noção do ALTISSIMO VALOR DA CIVILIZAÇÂO INDÌGENA, que estão prestes a jogar fora.
    1o. síntoma: apagar os indícios visíveis, que marcam uma pessoa como índio: usar roupa, o mais importante, roupa ingual à que usa o Homem Branco, não mais usar pintura ou infeite em publico. Minha mulher está doida por querer tirar as tatoagens tribais, que tem nas bochechas, pois os Brancoas a olham tanto na cidade.
    Chega!!!
    E quem ainda quiser viver no mato, nada mais prático, do que viver nu. Usar roupa, vivendo no mato é um sacrificio. Eu, experimentei e me convenci!!! Pernilongos? Existem repelentes naturais (o indio os conhece) muito eficazes. Nada atrai mais pernilongo, do que roupa enxarcada de suor.

    Não tenhas raiva de mim e da minha teimosia,
    abraço:

    Toivo

    30, março 2012, 10:20am  -  Responder →
    • Aracy Tupinambá -  

      Querido Sr. Willmann, tenho lido e respondido os comentários com muito respeito. Porque compreendo suas duvidas e opiniões. Em momento nenhum foi censurado. Aqui todas as pessoas que mandam os comentários devem aguardar a aceitação, porque nem sempre tem alguém online para aprovar, então raramente algum comentário aparece automaticamente no portal. Ninguém censurou ou mesmo deletou seus comentários, o sistema mandou alguma mensagem assim para o senhor? Como pode ver seus comentários estão na página.

      Primeiramente, não detesto nenhum costume, viver dentro da cultura me faz feliz, embora muita coisa tenha mudado, pintar meu copo de jenipapo é motivo de orgulho, os grafismos do meu povo me protegem e me dão força, cantar as músicas, fazer os rituais, por ter muito orgulho da minha nação eu digo com todo orgulho sou indígena e assim é minha cultura, amo andar com os pés descalços pela terra (yby), aprendi que precisamos disso para viver em harmonia e longe das doenças do espírito. Tomar banho de rio, estar longe da poluição urbana, isso é a verdadeira felicidade para mim, é sagrado, embora hoje a gente viva muitas coisas diferentes, isso é sagrado para mim, fico até triste com essa afirmação sua, por isso digo para o senhor não fazer generalizações. Tenho minhas opiniões pessoais, mas respeito os parentes que vivem ou tem opiniões diferentes. Assim ensina minha cultura, respeitar as pessoas pelo o que elas são e como são.

      Eu e meus amigos quando fizemos esse portal foi pensando com muito carinho em nossas culturas, em nosso povo e na necessidade das pessoas compreenderem nossas realidades e nossos mundos. Por amor a nossa cultura principalmente, por orgulho de ter sangue indígena. Muitos parentes sofrem e ainda sentem medo, quando eu digo, o parente que tem vergonha de alguma coisa, essa vergonha surgiu de muito sofrimento, acredite. Creio que sua esposa sofreu muito tempo preconceito, ou alguém de sua família, se hoje ela por algum motivo sente alguma vergonha de algo da sua cultura. São muitos anos sofrendo violência, perseguição e discriminação, isso se reflete dessa forma. Alguns parentes ainda se sentem inseguros de ser quem são. Digo que é importante não fazer generalizações, porque cada pessoa é uma pessoa e é preciso respeitar. Você conhece parentes que sentem vergonha e eu conheço parentes que sentem muito orgulho e passam esse orgulho e força para suas comunidades. Conhecemos nossas realidades e também as necessidades de preservar nossa cultura. Um dia vou ser mãe e vou ensinar meus filhos o que aprendi e principalmente a terem orgulho do sangue que corre em suas veias. A terra alimenta minhas raízes e as raízes do meu povo.

      Yby xe reté, ‘y xe rugûy, ybytu xe rembi’u, tatá xe ‘anga.:Terra o corpo, água o sangue, vento meu alimento e fogo meu espírito.

      Foi muito bom o senhor compartilhar conosco em breve farei matérias sobre essa temática. Penso que é muito importante discutir sobre essas questões que o senhor comentou. Muito obrigada mesmo.

      Abraço grande!

      31, março 2012, 11:25am  -  Responder →
  21. Dr. Toivo Willmann -  

    Prezado Amigo Aracy Tupinambá:

    (Ja respondi educadamente, e não entendo, por que minha resposta foi censurada …)

    Quem, de raizes culturais e biológicas indígenas quiser viver como nós, está bem-vindo.
    Mas tem indios, que gostariam continuar, segundo as tradições ancestrais e até Brancos, que gostariam adentrar o mundo indígena, deixando o seu, com o mesmo direito como aqueles indios, que queiram adentrar o nosso, para ficar.
    Como um desses Brancos, preocupo-me, que até os índios remanescentes estejam infectados com o virus da vergonha da propria cultura. Por isso usam roupa, mesmo que incomoda e causa dependência.
    Eu não acho nada errado, se indio consegue dinheiro e compra uma moto ou bicicleta, motor fora-de-borda, para o barquinho, espingarda, panelas de aluminio, fogão, ferramentas de aço, medicamentos, e até televisor, parabólica e DVD!!! Em absoluto!!! Ja tem na nossa aldeia.

    Mas roupa? Incomoda, fede, atrai pernilongos, a mulher tem que lavar tudo com a mera mão, estraga no mato mais rapidamente do que na cidade.

    Eu sou crente e conheço bem a Bíblia: não é pecado nem vergonha viver e andar nu, num ambiente, que exigir exatamente isso, para quem se souber comportar. Quem disser o contrario, não estudou bem as Santas Escrituras.

    Quem gostar de roupa, mesmo assim, que a use, mas não por vergonha (sem báse racional nem religiosa) de não poder exibir suas partes!

    Eu respeito seu ponto de vista, porem reivindico também tolerância por aqueles (indios de verdade ou simpatizantes brancos), que se apaixonaram pelo modo ancestral de vida indígena, com todos seus aspetos.

    Se tiver argumentos contra, responde. Apertar a tecla “deletar” é covardia.

    Abraço:

    Toivo Willmann

    30, março 2012, 2:43pm  -  Responder →
    • Aracy Tupinambá -  

      Querido Sr. Willmann, tenho lido e respondido os comentários com muito respeito. Porque compreendo suas duvidas e opiniões. Em momento nenhum foi censurado. Aqui todas as pessoas que mandam os comentários devem aguardar a aceitação, porque nem sempre tem alguém online para aprovar, então raramente algum comentário aparece automaticamente no portal. Ninguém censurou ou mesmo deletou seus comentários, o sistema mandou alguma mensagem assim para o senhor? Como pode ver seus comentários estão na página.

      Primeiramente, não detesto nenhum costume, viver dentro da cultura me faz feliz, embora muita coisa tenha mudado, pintar meu copo de jenipapo é motivo de orgulho, os grafismos do meu povo me protegem e me dão força, cantar as músicas, fazer os rituais, por ter muito orgulho da minha nação eu digo com todo orgulho sou indígena e assim é minha cultura, amo andar com os pés descalços pela terra (yby), aprendi que precisamos disso para viver em harmonia e longe das doenças do espírito. Tomar banho de rio, estar longe da poluição urbana, isso é a verdadeira felicidade para mim, é sagrado, embora hoje a gente viva muitas coisas diferentes, isso é sagrado para mim, fico até triste com essa afirmação sua, por isso digo para o senhor não fazer generalizações. Tenho minhas opiniões pessoais, mas respeito os parentes que vivem ou tem opiniões diferentes. Assim ensina minha cultura, respeitar as pessoas pelo o que elas são e como são.

      Eu e meus amigos quando fizemos esse portal foi pensando com muito carinho em nossas culturas, em nosso povo e na necessidade das pessoas compreenderem nossas realidades e nossos mundos. Por amor a nossa cultura principalmente, por orgulho de ter sangue indígena. Muitos parentes sofrem e ainda sentem medo, quando eu digo, o parente que tem vergonha de alguma coisa, essa vergonha surgiu de muito sofrimento, acredite. Creio que sua esposa sofreu muito tempo preconceito, ou alguém de sua família, se hoje ela por algum motivo sente alguma vergonha de algo da sua cultura. São muitos anos sofrendo violência, perseguição e discriminação, isso se reflete dessa forma. Alguns parentes ainda se sentem inseguros de ser quem são. Digo que é importante não fazer generalizações, porque cada pessoa é uma pessoa e é preciso respeitar. Você conhece parentes que sentem vergonha e eu conheço parentes que sentem muito orgulho e passam esse orgulho e força para suas comunidades. Conhecemos nossas realidades e também as necessidades de preservar nossa cultura. Um dia vou ser mãe e vou ensinar meus filhos o que aprendi e principalmente a terem orgulho do sangue que corre em suas veias. A terra alimenta minhas raízes e as raízes do meu povo.

      Yby xe reté, ‘y xe rugûy, ybytu xe rembi’u, tatá xe ‘anga.:Terra o corpo, água o sangue, vento meu alimento e fogo meu espírito.

      Foi muito bom o senhor compartilhar conosco em breve farei matérias sobre essa temática. Penso que é muito importante discutir sobre essas questões que o senhor comentou. Muito obrigada mesmo.

      Abraço grande!

      31, março 2012, 11:24am  -  Responder →
  22. Dr. Toivo Willmann -  

    Prezado Senhor Aracy Tupinambá:

    Tem possibilidade para intercâmbiar os nossos endereços e-mail ? Para poder tambem realizar conversa via comunicações pessoais (como em outros foruns de debate) ! Gostaria ter o Senhor como meu amigo e-mail. Meu e-mail e-mail é ogalofofo@hotmail.com.
    Se quiser, pode comunicar-me o seu.

    Abraço:

    Toivo

    02, abril 2012, 11:31am  -  Responder →
    • Aracy Tupinambá -  

      Sim. Entrarei em contato com o senhor. Sou amiga. Na página quem somos tem apresentação de todos que fazem parte do portal.

      Abraço grande!

      02, abril 2012, 12:24pm  -  Responder →
  23. bianca -  

    indio anda nu ou só em algumas tribos

    31, maio 2012, 9:45am  -  Responder →
  24. Fernanda Poscai -  

    Sabe eu acho interessante que minha pele é parecida com a indígena somente um pouco mais clara, e não acho que tenho origem indígenas meus pais tem pele branca ..

    16, junho 2012, 9:45pm  -  Responder →
    • Aracy Tupinambá -  

      Vivemos em um país de grande miscigenação. Existem indígenas de pele negra, outros de pele branca etc
      Ser indígena está além da questão racial ou da aparência física.

      05, julho 2012, 7:49pm  -  Responder →
  25. Bernard Vital Rosenthal -  

    Obrigado

    09, setembro 2012, 8:57pm  -  Responder →
  26. iury maizon -  

    gostei muito do conteudo desse site

    27, setembro 2012, 10:37pm  -  Responder →
  27. Marleide Quixelô -  

    Sou indígenx misturadx da etnia Quixelô Cariri e adoro andar nua. Sentir o vento em meu corpo é como se a natureza estivesse me abraçando. Falar que isso é exibicionismo, ou pecado, ou escândalo, ou abominação, ou esquizofrênia, etc; é pender para a ordem do discurso vigente e o olhar da cristandade de plantão que acredita que a única estética possível do corpo é a globalizada e só próxima dx colonizadorx /colonizadx que vê isso como uma questão pecaminosa ou outros discursos. Todxs tem que seguir a estética globalizada (loirxs, magrxs, brancxs, etc) afinal o que seria da industria da moda, do sexo, dos cosmésticos, etc; se todxs nós quiséssemos seguir as múltiplas estética nativas? Por isso o investimento pesado da industria da moda e outras patifarias por aí diante de nosso corpos. Gosto das múltiplas estéticas nativas que em suas “nudezes” – não sei se é assim que se escreve – não tem problema nenhum em se verem manifestadas e é parte extensiva da natureza. A moral-cristã imposta para cima dos nossos corpos é que é o problema e adora confundir nudez com sexo/sexualidade ou sei lá o quê como a única moral imperante. Muitos povos nativos usam roupas ocidentais hoje pois seus trânsitos pelas cidades são de extrema importância mas não cabe nesses espaços as estéticas nativas pagãs visto que ninguém é masoquista o suficiente para ficar apanhando em cada esquina de colonizadorxs de plantão defensorxs da moral e dos bons costumes cristãos . Diante dessas questões há interesses políticos com certeza e a nossa questão (povos nativos) é direcionarmos os nossos olhares para como são produzidos os nossos corpos no meio dito urbano onde com certeza uma “estética nativa pagã” não possue espaços e é extremamente hostilizada já que o que rege esse universo é a moral ocidental-cristã imperante em alguns espaços onde o único lugar do corpo nu é a hostilidade pendendo para a sexualidade perversa diferente das propostas de danças, alegrias, brincadeiras e festividades expressas com certeza através do corpo de muitas populações nativas. Pelas expressões múltiplas estéticas nativas já! Elas são hostilizadas nas (in)civilizações cristãs primeiro por que não enchem os bolsos de dinheiro de nenhum capitalista de plantão com roupas, cosmésticos, etc; só precisam da natureza para se produzirem em suas artes (urucum, jenipapo, etc) segundo porque questiona profundamente a moral ocidental-cristã imperante sobre os nossos corpos e suas possibilidades estéticas expressivas que são essas lançadas para as hostilidades e não contribuem em nada para igrejas, capitalistas e governantes ou próximas à mentes fundamentalistas que só enxergam a questão como atentado e como algo pecaminoso.

    Marleide Quixelô e minha nudez em referência a mãe natureza pois ela nos trouxe assim para o mundo :)

    31, janeiro 2013, 5:58pm  -  Responder →
    • João de Sousa -  

      Cara Marleide, Cristãos não têm que usar roupas. Adão e Eva estavam nus também. Ver a seguir:

      Os naturistas cristãos são os cristãos que praticam o naturismo ou o nudismo, e são uma parte do movimento naturista/nudista. Crêem que o corpo humano foi a maior criação de Deus, portanto não pode ser vergonhoso nem precisa ser escondido. Naturistas cristãos podem ser encontrados em quase todas as denominações da cristandade, e não encontram nenhum conflito com os ensinos da Bíblia, vivendo as suas vidas e adorando a Deus sem nenhuma roupa. Entretanto a maioria tem vários desacordos com a filosofia da Nova Era e o humanismo que é comum entre os outros naturistas. Isto inclui a rejeição absoluta de todas as formas de adoração à natureza.

      Segundo o relato do livro de Gênesis, Adão e Eva moravam no Jardim do Éden como cônjuges. Entretanto comeram a fruta que Deus proibiu, persuadidos pelo diabo na forma de uma serpente. Então os seus olhos foram “abertos” e perceberam que estavam nus. Assim juntaram folhas de figueira para confeccionar roupas primitivas. Mesmo assim, ao perceberem a aproximação de Deus, procuraram esconder-se dele entre as árvores.

      >>Deus a Adão (com Eva): “Quem te mostrou que estava nu?” (Gênesis 3:11a)<<

      Alguns naturistas cristãos acreditam que foi o diabo, não Deus, quem disse-lhes que estavam nus. Segundo esta linha, o diabo teria escolhido os órgãos sexuais como a área da vergonha porque, ao contrário do Deus, não tem nenhuma habilidade para criar vida. Nem teria sido a vontade de Deus que Adão e Eva usassem roupas, mesmo que pecassem. Ainda assim, Deus não despiu-lhes das suas folhas de figueira; ao invés disso respeitou-lhes o livre-arbítrio e fez-lhes roupas de pele de animais, o que implica num sacrifício de sangue. Entretanto depois da crucificação de Jesus o sacrifício de animais tornou-se desnecessário para a expiação de pecado. Portanto, naturistas cristãos acreditam que não precisamos usar a roupa (exceto em clima frio ou hostil) e a cobiça da carne pode ser evitada por meio do poder de Deus.

      Outros naturistas cristãos simplesmente entendem que o que o relato do Gênesis mostra é que Deus, em Sua eterna e perfeita santidade, criou o ser humano nu; e ao analisar Sua criação (o que inclui a nudez humana) declarou que tudo era "muito bom". Foi o ser humano, em seu estado de pecado, cheio de remorso, malícia e culpa quem "inventou" a vergonha do corpo e com ela a "necessidade" de cobri-lo.

      Uma terceira linha de raciocínio enxerga o relato do Gênesis como uma alegoria, onde as figuras apresentadas (o primeiro casal, a nudez deles, a árvore de frutos proibidos, a serpente, as vestes de folhas de figueira, as vestes de peles, etc) simbolizam verdades mais profundas que seriam difíceis de expressar na época em que o texto foi produzido. Uma evidência neste sentido é o fato de que a vergonha quanto ao corpo não seja uma característica universal inerente à natureza humana. Assim, o que se nota é que nesta alegoria a nudez representa o estado de inocência enquanto a vergonha representa o pecado.

      14, fevereiro 2013, 7:42pm  -  Responder →
  28. João de Sousa -  

    Vergonha do corpo nu é dos brancos e uma mentira (uma heresia cristã também). Todos concordam?

    21, março 2013, 1:50pm  -  Responder →
  29. keyte -  

    muito legal maravilhoso esse sait que dê ex a varias ” ” pessoas

    22, abril 2013, 12:15pm  -  Responder →
  30. sara -  

    pq as indias andan peladas

    24, abril 2013, 3:58pm  -  Responder →
  31. sara -  

    pq as indias andan peladas

    trabalho :(

    24, abril 2013, 4:00pm  -  Responder →
    • nhenety -  

      Olá Delima Lucena, as índias andam sem roupa porque é uma questão cultural, a roupa para os indígenas neste estado natural corresponde a Pintura Corporal, os Adornos ( Cocares de penas, braçadeiras, colares etc..) . Os povos indígenas tem muitas culturas diferentesumas das outras. Estar pintado pode ser estar com a melhor roupa. Abraços Nhenety KX.

      27, abril 2013, 8:52am  -  Responder →
  32. yasmin de souza toretta zen -  

    nossa eu gostei muito de aprender sobre os índios. :)

    31, janeiro 2014, 2:57pm  -  Responder →
  33. antonio -  

    gostei muito das participações muito legal eu tambem aprendi muito,valeu a pena olhar é coisas assim que precisamos.
    ta de parabens todos os paticipante.

    12, abril 2014, 10:12pm  -  Responder →

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