BRINCADEIRAS INDÍGENAS DO PASSADO E DO PRESENTE



Crianças Indígenas do Estado do Mato Grosso do Sul- Brincando de 5 marias Foto: Ariadma Alves

 

Onde estão àquelas crianças que ao amanhecer, abraçam o dia como alguém da família? Onde estão aquelas crianças que acreditam em um anoitecer calmo e tranqüilo? Aquela criança que tem certeza que terá um futuro brilhante, independente dá outro dia que está chegando?

Quando já somos adultos, perdemos a noção dos tempos, das coisas, e das nossas brincadeiras de criança. O trabalho de roça, o dia-a-dia, a escola, tudo pra nós é algo mais sério, mais complicado. Para nossas crianças, o dia é apenas o começo das brincadeiras; na aldeia as brincadeiras começam cedo, ir banhar nos rios, nos Igarapés, açudes, ir atrás dos animais, ir passarinhar, brincar de esconde-esconde, de caçar, de pescar.

Lembro-me que quando era criança, que ia ter ajuri (todos os membros das comunidades de juntam para ajudar uns aos outros nos roçados), íamos ao montes, já sabia que quando desse o horário de ir pra casa, passaríamos no rio para brincar de pega-pega. Ou mesmo quando anoitecia, se juntávamos para ir contar estrelas, ou quem via mais satélites.

Banhar na chuva era a maior graça, mamãe não brigava. Quando éramos mais jovens brincávamos de queda de corpo, cabo de guerra. As meninas de amarelinha, ou brincavam com os meninos.

Hoje nossas crianças, ainda continuam com as mesmas brincadeiras: amarelinha, cabo de guerra, 5 Maria, esconde-esconde. E Essas brincadeiras são repassadas de geração em geração sem perder a graça, sem perder as idéias. Nossas brincadeiras ainda continuam viva nas aldeias, nos nossos dia-a-dia.

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