O Índio e a Universidade



Durante muitos anos depois da invasão do Brasil pelos portugueses, muitos dos povos indígenas se limitavam a defender seu povo com arcos, flechas, lanças e outras armas de sua produção.  Buscavam fugir do contato com o homem branco nos meios das florestas, escondidos nas matas.

Em certas ocasiões a fuga não representava o sossego de nenhum povo. Então muitos membros de etnias, principalmente as que ficavam na parte central do Brasil, resolveram encarar os problemas de frente e foram morar na cidade.

Em meios os problemas, da pobreza e da fome, esses indígenas se dedicaram aos livros e banco escolares. Como naquele tempo a discriminação, inclusive da educação era grande, onde normalmente as escolas eram apenas pra quem tinha dinheiro, as dificuldades  enfrentadas por membros de nossos povos eram infinitas.

Muitos comemoraram ao chegar na conclusão do Ensino médio, e retornaram a luta em favor de seu povo. Outros sonharam mais altos e conquistaram espaços em universidades, se tornaram professores, historiadores, escritores e mestres. Esses, engajaram em uma luta maior, lutar pela liberdade de escolha e não ser tutelado pela FUNAI, esses foram os primeiros a provar que não precisaríamos de ninguém que falassem por nós, apenas o que precisaríamos era ser ouvidos.

Acadêmicos Indígenas das etnias Makuxi, Guarani Kaiowa, e Terena durante o IV Seminário Povos Indígenas e Sustentabilidades - na UCDB, Mato Grosso do Sul

Hoje em dia, a presença indígena nas Universidades é bem maior, por meios de vestibulares regulares ou por meios de ações afirmativas, os índios conquistaram esse espaço e fazem dele uma arma de luta no dia a dia. Se antes as armas contra os invasores e destruidores de nossas Terras eram arcos, flechas e lanças, hoje a nossa forma de lutar é no papel e na caneta e como arma maior a justiça.

Embora haja difuculdades, muitos Acadêmicos já estão graduados, e já ajudam seus povos. Outros lutam pela permanencia e pelo sucesso nos cursos superiores.

 

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5 Comentários

  1. LUCAS ANTONIO RODRIGUES DA ROSA -  

    Olá, bom dia moro no sul de Santa Catarina, fiquei sabendo que minha bisavó era BUGRE, eu sempre soube que era descendente de ÍNDIO, basta ver o meu biotipo, mas como faço para comprovar. Estou tentando uma vaga para medicina em uma universidade Federal pelas cotas, vocês tem como me ajudar?

    Grato

    09, janeiro 2013, 10:32am  -  
  2. Marleide Quixelô -  

    Adorei o site e os conteúdos parentes!!

    Acredito que temos que lutar assim como outros povos indígenas da América Latina pelas “Universidades Indígenas” ou melhor (PLURI)MULTI -versidades Indígenas assim como já existem em vários outros lugares. Os povos indígenas da Bolívia e do Peru além de outros territórios já conquistaram isso. O quanto de conhecimento indígena não está sendo perdido em meio a essa processo colonial, violento e desintegrador e nossas populações nativas?
    Enquanto não houver espaços que possamos articular os nossos vários saberes sem que sejamos “hostilizadxs” ou vistxs como seres inferiores e pensadorxs fora do lugar – lindxs e maravilhosxs enquanto “objetos de estudo” mas “presenças incômodas” enquanto seres pensantes e articuladxs -continuaremos sujeitxs a essa (des)edução eurocêntrica enbranquecedora e mercadológica assim como o são as ditas convencionais ((des)educação básica e superior) onde sempre terá alguém que vai falar melhor dos nossos próprios problemas melhores que nós. Não teremos nem direito à voz. Fico a imaginar o quanto intelectuais indígenas sofrem em meio a isso tudo sem contar as faltas de apoio em todos os aspectos.
    Fui visitar a Universidade de Brasília e vi em um lugar escrito – Centro de Cultura Negra – e perguntei às pessoas do local – e o Centro de Cultura Indígena existe? Resposta de sempre: não. Como se perceber indígena nos não-espaços? As culturas “estrangeiras” tem mais valorização que nós povos nativos!!! Não que a cultura negra não mereça mas as culturas que são daqui mesmo tem que apagar ou se verem apenas como museus sempre? Nunca como questões vivas?
    Enfim se não houver espaços para que possamos ser presenças “bem-vindas” e não presenças “incômodas” continuaremos as ser isso: vistos apenas como temáticas a serem abordadas por pessoas alheias às nossas realidades e como seres marginais.

    Marleide Quixelôs pelas (Pluri)Multiversidades Nativas já!!

    06, fevereiro 2013, 12:51pm  -  
  3. ijanikaraja -  

    sobre educação indígena do Brasil cada vez mais esta melhorando o educação indígena, porque antigamente enfrentava muito dificuldade qualquer Indígena do Brasil mas agora desde quando chegou escola para ao aldeia melhorou bastante. Quando não tinham escola na aldeia ninguém sabia as coisa dos branco.mas agora maiorias dos indígena estava fazendo faculdade, os outros terminando e ainda alguns esta fazendo mestrando e doutorados.

    13, novembro 2013, 12:39pm  -  
  4. Silas -  

    Ola, sei que minha bisa vó paterna eram descendente de índia mas como posso provar minha miscigenação pode me ajudar pois quero entrar na faculdade com a cota. obrigada!

    25, setembro 2014, 9:47am  -  
  5. Ana Leticia Carvalho -  

    Vocês estão de parabéns pela iniciativa do site e as matérias publicadas bem interessantes. Esta sobre o índio na faculdade posso colaborar, sou professora na Universidade do Estado do Amazonas-UEA, Centro de Estudos Superiores de Tabatinga, onde recebemos tanto nos cursos regulares como nos modulares muitos alunos indígenas, principalmente da etnia ticuna, por ser a de maior população naquela região. Tive vários alunos indígenas e mais recentemente dois orientandos de TCC, um chamado Renato e o outro Edson, ambos formados em Letras no final de 2014, cuja solenidade de formatura ocorrida em fevereiro deste ano não pude estar presente por ter vindo cursar Mestrado em Linguagem na UFF. Posso colaborar com a experiência e de quanto aprendi nesses anos todos de magistério, desde a educação básica à superior com os indígenas que tive a honra de conviver e ser chamada de professora.

    01, junho 2015, 2:26pm  -  
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