TROCANDO CONHECIMENTO – PATRIMÔNIO INDÍGENA DO POVO MACUXI.



De acordo com Lei nº 5.629 de 20 de dezembro de 1990 que dispõe sobre a Preservação e Proteção do Patrimônio Histórico, Artístico, Natural e Cultural do Estado do Pará. Identifiquei o patrimônio cultural como formas de expressão; de seus modos de criar, fazer e viver; das criações científicas, artísticas e tecnológicas; das obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; e dos conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico

PATRIMÔNIO INDÍGENA DO POVO MACUXI.

No passado, exigia-se sempre um limite pelos mais velhos, dos alimentos que não deveriam ser consumidos pelas mulheres, crianças e jovens, a alimentação do povo macuxi sempre foi diversificada com carne de caças, pesca, insetos comestíveis, frutas, e bebidas tradicionais.
Onde posso citar
Lagarta mutambeira conhecida na língua macuxi de tereka é um alimento em que no passado se consumia bastante e tem sua característica por ser preta com pinturas amarelas e surgem em determinadas épocas do ano, no período do inverno, nos mêses de junho a agosto que costumam se agrupar em uma árvore chamada de mutambeira ou lagarteira.

Largata Mutambeira - Faz parte da culinária do povo Makuxi

Para capturar as lagartas utiliza-se panela, que põem dentro e passa pelo processo de tirar o bucho da lagarta mutambeira. É necessária uma habilidade, não existe ferrão nas lagartas e depende da quantidade que a pessoa leva para casa.
Para saborear a lagarta mutambeira tem que escaldar na panela de barro e lavar bem, e que pode cozinhar na Damurida, com folha de cariru ou de macaxeira ou assar, nesse caso quando for em quantidade maior é armazenado em baude de jamaru passando assim ter a durabilidade entre quatro a cinco meses e depende do consumo e diversidade do alimento no dia dia ,no entanto com farinha, beiju, pimenta, tucupi é tão bom de consumir
Atualmente na comunidade indígena de Camararem apenas é consumido pelos mais velhos, pois se torna um preocupação porque as demais pessoas da aldeia tem vergonha de consumir pois a intrusão de novas culturas fez com quer a maioria da população perdesse esse habito da culinária do povo macuxi.

Autor Elder Silva Marques.
Acadêmico do curso de gestão territorial indígena( ênfase patrimônio cultural).

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1 comentário

  1. sebastian -  

    Muito boa matéria!!!
    Varios povos estão deixando seus costumes por causa da presao da cultura dominante..que homogeniza..que mata…
    Dai 90% dos jovens quer comer veneno em forma de hambuerguer, cachorro quente, refrigerante e pirulito…
    O Povo Pankararu tem uma historia parecida com a lagarta…. era uma comida sagrada que hoje quase mais ninguem comem e muitos jovens botaram cara de nojo quando se fala disso….mas chupam balas que fazem buracos nos seus corpos e matam eles lentamente! não as balas! Sim a Natureza! Nao a fast food (comida rápida) Sim a comer lentamente o que da no teu local, no que tem valor na tua cultura! Viva as RAIZES”!!!

    02, setembro 2012, 12:17pm  -  Responder →

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